As minhas "duras criticas" ao Babel não têm sido muito bem recebidas, e eu compreendo, afinal, que sei eu de cinema? Nada. Não se fiem em mim.
Mas podem-se fiar no excelentíssimo Mário Jorge Torres, critico do Público e um homem a quem eu tenho a honra de chamar professor. Descobri que curiosamente, partilhamos a mesma opinião...
"(...) perfila-se para uma chuva de Óscares com esta "elaborada" narrativa em mosaico, cruzando três histórias, ligadas entre si, por mais do que óbvios fios ficcionais: um caçador japonês oferece a espingarda ao seu guia marroquino, que a vende a um pastor que, por sua vez, a dá aos filhos para protegerem os rebanhos dos chacais; os "queridos meninos" entretêm-se a disparar contra um autocarro de turistas e atingem uma americana (Cate Blanchett, para dar a necessária caução estelar), em viagem de reconciliação (nunca se percebe bem) com o marido (Brad Pitt, em mais um "papel de embrulho" luxuoso), cujos filhos (loiros e "anglos", como convém) estão ao cuidado de uma empregada mexicana, clandestina; esta, porque não tem com quem os deixar, atravessa com eles a fronteira, para assistir ao casamento do filho. No regresso, conduzidos pelo sobrinho da mexicana (pobre Gael Garcia Bernal, para apelar ao mercado hispano falante), têm problemas com a polícia fronteiriça e as adoráveis crianças acabam perdidas no deserto e a dita cuja criada é extraditada. Entretanto, e pelo meio, com montagem paralela, bem denunciada, o caçador japonês (tinham-se esquecido do caçador japonês?), tinha uma filha surda-muda e ninfomaníaca, filha de uma mãe suicida. As imagens na televisão, relatando o imbróglio internacional, fazem o resto e lançam os três episódios, em lentíssima velocidade, a caminho da Babel do título, glosa do mito bíblico e modo de arrumar, no mesmo pacote, os marroquinos terceiro mundistas, os japoneses da sociedade da abundância e da massificação e os mexicanos da diáspora (...) A encenação deambula pelos três espaços (...) sem tom nem som, desperdiçando tudo (...) Se o objectivo era mesmo demonstrar à exaustão os malefícios da globalização, o projecto precisaria, para não cair neste demagógico exercício sobre o vazio, de personagens que ultrapassassem a caricatura estereotipada, de um "timing" adequado para gerir saltos no tempos, regressos a diferentes pontos de vista sobre a mesma linha ficcional e, sobretudo, de uma noção mínima do entrosamento (complicado) entre diferenças culturais e comportamentos cívicos (...) o filme escorrega na demagógica tentação de opor os "bons selvagens" à selvática repressão policial; jogando com o poder do aleatório, uma espécie de caricatural escrita automática, para justificar a anarquia narrativa e o bocejo generalizado, que se instala.(...)"
Pois, é isso...
Por outro lado, A Ciência dos Sonhos é um filme lindissimo, inocente e de uma doçura tão naive que comove, inevitavelmente. É um surrealismo familiar e confortante, e um papel bem mais interessante para Bernal. As cadeiras do Cine-Palmeiras já não eram cor de rosa, mas, como pretendia, babei-me de satisfação para cima delas. (O M.J.Torres deu-lhe duas estrelas, se querem mesmo saber)
O proximo é o Paris, je t'aime.
Té Logo
Saturday, 27 January 2007
Erlend Oye
Erlend Oye tem álbum novo! Yupi. Saiu o ano passado mas só o descobri agora e com um nome de código diferente - The Whitest Boy Alive. Uma espécie de Kings of Convenience em versão solo. O video em baixo é o Burning, a 1ª faixa de um album que recomendo. E a seguir está uma pérola que sabe bem ouvir antes de desligar o computador.
Monday, 15 January 2007
As Sugestões do Meio
Ora viva amigos mitra!
Na minha primeira participação neste blog eu tinha a intenção de, no meu lugar de mitra mai nova, dar as sugestões e os pontos de vista de uma pessoa jovem. Isto é, por-vos a vós, cotas, a par das "cenas que andam a bombar".
Depois lembrei-me que nem sou a mitra mai nova, visto que desatou tudo a ter filhos, nem faço ideia do que raio é que anda a bombar praí... acho que é o emo punk, os tenis da vans e a floribela...
De qualquer modo, visto que nem gosto da Floribela nem quero ver o Riders on the Storm, acho que sou a mitra do meio, e vou dar, por isso mesmo, as sugestões do meio.
Ei-las:
CINEMA
- Ao contrário do meu cunhado, considero que o Babel foi A desilusão... Independentemente de ser um filme bonito e bem filmado, saí quase ofendida da sala. Porquê? Sugiro o seguinte exercicio:
Se tiverem 5€ e duas horas da vossa vida para gastar, voltem a meter-se no cinema para ver o filme. Levem um bloco de notas com os seguintes tópicos anotados - imagem crua, acção fragmentada, ausencia de linha cronológica, plots multiplos relacionados em algum ponto, camera trémula, Amor como força poderosa. No fim do filme, terão um "check" à frente de todos eles...
Alejandro Gonzalez Iñarritu é um bom realizador, já tinhamos percebido com os Amores Perros e com o 21 Gramas. Mas uma coisa são marcas de realizador, outra coisa é auto-plágio. Não é um mau filme, é um filme que não surpreende nada.
- The Prestige confundiu-me. Até metade do filme estava a adora-lo, depois deixei de perceber qual era a intenção. Parece-me que é daqueles filmes que tem intenção de estar cheio de truques, e no fim chegam todas as revelações chocantes e os twists de que ninguém estava á espera. O problema é que já está toda a gente á espera, e o fim do filme (a explicação) torna-se uma estopada porque já se tinha percebido aquilo tudo. De qualquer modo vale a pena. O mais incrivel neste filme é o facto de tendo personalidades tão fortes e carismáticas como Michael Caine e David Bowie e gente tão atraente como Scarlett Johanssen e Hugh Jackman, Christian Bale rouba todas as atenções e preenche o ecrã. Grande papel para um actor genial... O Christopher Nolan é que já percebeu como é!
- Amanha vou ver o último do meu adorado Michel Gondry, A Ciência dos Sonhos. Já só está no Cine-Palmeiras e eu, apesar de já ter lido criticas muito más, vou com a intenção de me babar abundantemente para cima do veludo cor de rosa tão kitch e tão deslavado daquelas cadeiras. Eu gosto dos filmes do senhor, e também gosto bem do Gael Garcia Bernal... Quão mau pode ser?
MUSICA
- Então ainda ninguém sequer mencionou a vinda do adorável Yann Tiersen ao nosso país à beira mar plantado? Pois o senhor vai tocar no dia 7 de Março na Aula Magna e os bilhetes até não estão muito caros (de 22,50€ a 35€). Com sorte ele toca aquelas musiquinhas da Amelie Poulain que todos guardamos junto do coração. Quer dizer, eu guardo, vocês não sei.
- Na mesma linha, vêm também Rodrigo Leão, dia 18 de Março, ao Auditório dos Oceanos. Não devo ir mas fica a sugestão.
- Em relação a Dave Mathews, gosto muito deles, mas os bilhetes são caros e Pavilhão Atlantico é o pior recinto possivel para os receber. Não pensava duas vezes em ir ve-los se fosse aninhadinhos numa Aula Magna ou num Coliseu. Assim, temos pena mas nem pensar.
- Sugiro o site www.hiddentrack.net para criticas de albúns e de concertos (coisas mais pesadotas, mas bem escrito e competente na maior parte das vezes)
- E num apontamento mais pessoal, a banda de uma amiga minha, Chão da Feira, vai tocar dia 19 de Janeiro do teatro A Barraca em Santos numa festa organizada pelo movimento "Jovens pelo Sim". Podem ir mesmo que sejam pelo não.
LITERATURA
- Não tenho lido muito por falta de tempo, mas sugiro tudo e qualquer coisa que consigam ler de 3 autores: Neil Gaiman (American Gods; Neverwhere), Haruki Murakami (Kafka à Beira-mar; Crónicas do Passaro de Corda) e Terry Prettchett (Bons Augúrios). Saiu uma nova edição da Anna Karenina à qual ainda não tive coragem de me atirar, mas ouvi dizer bem da tradução. E façam o que fizerem, não se aproximem dos livros do José Luís Peixoto.
Estiquei-me um bocadinho, desculpem lá. Tentarei ser mais breve e interessante em posts futuros. Por agora, XOXOXO
fifi
Na minha primeira participação neste blog eu tinha a intenção de, no meu lugar de mitra mai nova, dar as sugestões e os pontos de vista de uma pessoa jovem. Isto é, por-vos a vós, cotas, a par das "cenas que andam a bombar".
Depois lembrei-me que nem sou a mitra mai nova, visto que desatou tudo a ter filhos, nem faço ideia do que raio é que anda a bombar praí... acho que é o emo punk, os tenis da vans e a floribela...
De qualquer modo, visto que nem gosto da Floribela nem quero ver o Riders on the Storm, acho que sou a mitra do meio, e vou dar, por isso mesmo, as sugestões do meio.
Ei-las:
CINEMA
- Ao contrário do meu cunhado, considero que o Babel foi A desilusão... Independentemente de ser um filme bonito e bem filmado, saí quase ofendida da sala. Porquê? Sugiro o seguinte exercicio:
Se tiverem 5€ e duas horas da vossa vida para gastar, voltem a meter-se no cinema para ver o filme. Levem um bloco de notas com os seguintes tópicos anotados - imagem crua, acção fragmentada, ausencia de linha cronológica, plots multiplos relacionados em algum ponto, camera trémula, Amor como força poderosa. No fim do filme, terão um "check" à frente de todos eles...
Alejandro Gonzalez Iñarritu é um bom realizador, já tinhamos percebido com os Amores Perros e com o 21 Gramas. Mas uma coisa são marcas de realizador, outra coisa é auto-plágio. Não é um mau filme, é um filme que não surpreende nada.
- The Prestige confundiu-me. Até metade do filme estava a adora-lo, depois deixei de perceber qual era a intenção. Parece-me que é daqueles filmes que tem intenção de estar cheio de truques, e no fim chegam todas as revelações chocantes e os twists de que ninguém estava á espera. O problema é que já está toda a gente á espera, e o fim do filme (a explicação) torna-se uma estopada porque já se tinha percebido aquilo tudo. De qualquer modo vale a pena. O mais incrivel neste filme é o facto de tendo personalidades tão fortes e carismáticas como Michael Caine e David Bowie e gente tão atraente como Scarlett Johanssen e Hugh Jackman, Christian Bale rouba todas as atenções e preenche o ecrã. Grande papel para um actor genial... O Christopher Nolan é que já percebeu como é!
- Amanha vou ver o último do meu adorado Michel Gondry, A Ciência dos Sonhos. Já só está no Cine-Palmeiras e eu, apesar de já ter lido criticas muito más, vou com a intenção de me babar abundantemente para cima do veludo cor de rosa tão kitch e tão deslavado daquelas cadeiras. Eu gosto dos filmes do senhor, e também gosto bem do Gael Garcia Bernal... Quão mau pode ser?
MUSICA
- Então ainda ninguém sequer mencionou a vinda do adorável Yann Tiersen ao nosso país à beira mar plantado? Pois o senhor vai tocar no dia 7 de Março na Aula Magna e os bilhetes até não estão muito caros (de 22,50€ a 35€). Com sorte ele toca aquelas musiquinhas da Amelie Poulain que todos guardamos junto do coração. Quer dizer, eu guardo, vocês não sei.
- Na mesma linha, vêm também Rodrigo Leão, dia 18 de Março, ao Auditório dos Oceanos. Não devo ir mas fica a sugestão.
- Em relação a Dave Mathews, gosto muito deles, mas os bilhetes são caros e Pavilhão Atlantico é o pior recinto possivel para os receber. Não pensava duas vezes em ir ve-los se fosse aninhadinhos numa Aula Magna ou num Coliseu. Assim, temos pena mas nem pensar.
- Sugiro o site www.hiddentrack.net para criticas de albúns e de concertos (coisas mais pesadotas, mas bem escrito e competente na maior parte das vezes)
- E num apontamento mais pessoal, a banda de uma amiga minha, Chão da Feira, vai tocar dia 19 de Janeiro do teatro A Barraca em Santos numa festa organizada pelo movimento "Jovens pelo Sim". Podem ir mesmo que sejam pelo não.
LITERATURA
- Não tenho lido muito por falta de tempo, mas sugiro tudo e qualquer coisa que consigam ler de 3 autores: Neil Gaiman (American Gods; Neverwhere), Haruki Murakami (Kafka à Beira-mar; Crónicas do Passaro de Corda) e Terry Prettchett (Bons Augúrios). Saiu uma nova edição da Anna Karenina à qual ainda não tive coragem de me atirar, mas ouvi dizer bem da tradução. E façam o que fizerem, não se aproximem dos livros do José Luís Peixoto.
Estiquei-me um bocadinho, desculpem lá. Tentarei ser mais breve e interessante em posts futuros. Por agora, XOXOXO
fifi
Friday, 12 January 2007
The Plot - BodyGod
Premiere de um videoclip que nunca viu a luz do dia.
Filmado em Cascais que é demais e num concerto The Plot com pé torcido no fim do show.
Noite muito muito fixe.
(SPEED! TATAS! Avisem-me se achares melhor tirar!)
Filmado em Cascais que é demais e num concerto The Plot com pé torcido no fim do show.
Noite muito muito fixe.
(SPEED! TATAS! Avisem-me se achares melhor tirar!)
Para a Madalena...
...uma vida repleta de música, de muitos concertos, de muitos festivais, de muitas histórias, daquela ansiedade de ver a banda favorita tocar, de estar no meio de toda a gente, de não querer estar no meio de ninguém, de querer ir lá para a frente, de querer ficar cá atrás, de largar os amigos no meio da multidão, de voltar exactamente a onde estão, de sentir aqueles arrepios, aqueles buracos no estômago daquela música, de pensar em tudo, e não pensar em nada, de querer sentir tudo, e não querer sentir nada, de 1001 histórias. As mesmas histórias que nós guardamos. E que deixam saudades.
Tuesday, 9 January 2007
Madalena
É caso para dizer: Ano Novo. Vida Nova.
Um grande bem haja (ou, bem vindo!) para a Madelena, a nova Mini-Mitra.
Parabéns para a Mãmã, para o Kambuta e para o pai biológico (sim, Kambuta, nós sabemos a verdade!)... E claro as maiores felicidades para a Madelena!
TC
Um grande bem haja (ou, bem vindo!) para a Madelena, a nova Mini-Mitra.
Parabéns para a Mãmã, para o Kambuta e para o pai biológico (sim, Kambuta, nós sabemos a verdade!)... E claro as maiores felicidades para a Madelena!
TC
Monday, 8 January 2007
Bookcrossing
Decidi que por ser início de um ano novo, vou experimentar coisas novas (além de ouvir Beethoven para bebés) mas, claro, pondo de parte qualquer tipo de actividade que implique ter de me vacinar, correr, saltar ou lidar com animais selvagens. Assim, vou experimentar o “bookcrossing”.
Ainda não posso recomendar, porque acabei de me inscrever no Site (www.bookcrossing.com), mas a ideia parece-me muito fixe: depois de lermos um livro que gostámos, podemos “libertá-lo” em qualquer parte do mundo, de forma a partilhar aquilo que apreciamos com outras pessoas, de forma totalmente desinteressada.
Por outro lado, como temos acesso através do site aos sítios onde determinados livros foram “libertados”, podemos ir buscá-los, o que é um óptimo pretexto para ir passear!
“bookcrossing - n. the practice of leaving a book in a public place to be picked up and read by others, who then do likewise.”
Sunday, 7 January 2007
Brad Mehldau
Volto a atacar com Brad Mehldau.
Vale a pena conhecer o homem que toca guitarra com o piano, e que como nós, também é fã dos Radiohead. Vejam esta versão do Exit Music dos Radiohead. Constrói, destrói, desconstrói, destrói o desconstruido, e volta a construir tudo de novo. Sublime. E ainda melhor ao vivo.
E para recuerdo e comparação, em anexo está o original...
Vale a pena conhecer o homem que toca guitarra com o piano, e que como nós, também é fã dos Radiohead. Vejam esta versão do Exit Music dos Radiohead. Constrói, destrói, desconstrói, destrói o desconstruido, e volta a construir tudo de novo. Sublime. E ainda melhor ao vivo.
E para recuerdo e comparação, em anexo está o original...
Saturday, 6 January 2007
Moose Tank (the lost tapes)
Tirado do baú para o mundo, 4 pérolas poeirentas feitas numa garagem de Porto Salvo de um fim de semana qualquer em Setembro de 2004. Aqui estão algumas das primeiras páginas da história dos Moose Tank (previously known as The Mustang)
Who are you? I really wanna know

Aloha!
Este é sem dúvida um marco importante. Um espaço nosso para partilhar experiências e dar dicas sobre coisas boas. Quando hoje em dia um gajo é bombardeado por todos os lados com opiniões muito duvidosas dadas por críticos com claros interesses comerciais, sabe bem ouvir da boca de quem conhece mesmo e é sincero.
Primeiro queria reinforçar a idéia de que Dave Matthews Band poderá ser um dos melhores concertos do ano. A não perder. Lá estaremos também, no balcão 1, à cota.
Não esqueçam também que Nine Inch Nails tem três datas no Coliseu de Lisboa, 10, 11 e 12 de Fevereiro.
Não esqueçam também que Nine Inch Nails tem três datas no Coliseu de Lisboa, 10, 11 e 12 de Fevereiro.
Não ando a ouvir nada de novo. Estou na fase revival. Há semanas que tenho no carro o "Live at Fillmore East" dos Allman Brothers Band. Pra mim, uma banda pode ser boa de várias formas, mas uma delas é, sem dúvida, fazer a pessoa ficar bem disposta. E este disco consegue fazê-lo logo nos primeiros segundos. Então porque não escutá-lo até a exaustão?
Em casa agora ouço Beethoven e Mozart para bebés. Inspirador e faz dormir.
No fds fomos a um restaurante novo. Abriu a pouco tempo e é pra quem gosta de japonês. Chama-se "Japa" e pode ser Restaurante ou Kaiten "tapete rolante" Sushi bar. Fica na Praça de Touros do Campo Pequeno. (www.japa.pt)
CSI Las Vegas é a melhor série deste X-files!
Como tomar o pequeno almoço com os Deuses e ir trabalhar a seguir...

Aqui vão algumas palavras sobre um álbum que recomendo vivamente, em especial a quem gosta de música mais tranquila, ...tipo "música para hibernar".
Na secção do som calminho, a descoberta do ano de 2006 foi para mim uma senhora que dá pelo nome de Sibylle Baier e que viu editado em 2005 o álbum Color Green.
Este álbum tem uma história bem interessante, que gostaria de partilhar convosco:
Os temas que compõem este registo foram gravados entre 1970 e 1973, por uma então obscura actriz de teatro Alemã (advinharam... é a Sibylle Baier), cuja paixão secreta era a música. Reza a história que quando chegava a casa do trabalho, e depois de pôr os miúdos (e o marido) a dormir, ia para um pequeno quarto, dedicar-se ao seu hobbie - a criação de musica folk. O resultado foi um conjunto de 15 temas, cuja audição vos recomendo vivamente.
Na secção do som calminho, a descoberta do ano de 2006 foi para mim uma senhora que dá pelo nome de Sibylle Baier e que viu editado em 2005 o álbum Color Green.
Este álbum tem uma história bem interessante, que gostaria de partilhar convosco:
Os temas que compõem este registo foram gravados entre 1970 e 1973, por uma então obscura actriz de teatro Alemã (advinharam... é a Sibylle Baier), cuja paixão secreta era a música. Reza a história que quando chegava a casa do trabalho, e depois de pôr os miúdos (e o marido) a dormir, ia para um pequeno quarto, dedicar-se ao seu hobbie - a criação de musica folk. O resultado foi um conjunto de 15 temas, cuja audição vos recomendo vivamente.
Imaginem uma Nico, com uma voz mais feminina, mais doce, com letras simples, terra a terra, que nos transportam imediatamente para o mundo da realidade colorida dos anos 60, onde tudo é possível, onde somos todos bonzinhos, onde basta esticar o braço para colher da árvore o resultado dos nossos sonhos. Para contrastar, coloquem em cima da anterior imagem uma suave folha transparente de tons ligeiramente acinzentados, que reflecte a tristeza resultante do clima social da Alemanha do pós-guerra. Importa recordar que à primeira geração com educação superior após o conflicto não era permitido sonhar individualmente, mas sempre em prol do grupo.
Assim, o leitmotiv desta pequena pérola da folk é o prazer de existir, porque nos permite desejar, sonhar e saborear os pequenos momentos.
Oiçam o genial tema Tonight no seguinte site. Tenho a certeza que assim compreendem melhor o que vos quero dizer:
http://www.everythingisfire.com/index.php?itemid=155
Continuando a história. Os 15 temas gravados num convencional gravador de fitas, ficaram esquecidos no fundo de um baú durante os próximos 30 anos. Neste período de tempo Sybille Baier dedicou 99% do tempo à sua família e apenas 1% à sua profissão de actriz. Além de pouquíssimas peças de teatro, entrou como actriz secundária no filme Alice in the Cities (1974) de Wim Wenders e escreveu alguns argumentos para cinema e TV. A dada altura muda-se com a família para New York onde ainda vive actualmente.
Nestes 30 anos nunca mais voltaria a dar atenção à sua música.
Em 2004, seu filho, cuja profissão é, curiosamente, ...produtor de música, decide oferecer à sua mãe uma prenda muito original: Masterizar e passar para CD os poeirentas registos que se encontram espalhadas pelas várias fitas magnéticas. Para tal pediu ajuda ao seu colega de profissão e amigo J. Mascis (sim esse, dos Dinosaur Jr. - bem relacionado, o miúdo!). Este percebendo de imediato o potencial do material, dedicou-se ele próprio à “lapidação” deste pequeno diamante em bruto.
O resultado está à vista, e é para mim uma das obras da folk mais doces e intrigantes que já ouvi. É certo que não se trata de uma pedra basilar da folk minimalista, como, por exemplo, Songs from a Room de Leonard Cohen, ou Pink Moon de Nick Drake, mas não deixa de ser um exercício admirável imaginar como uma simples e vulgar mãe de família ascendeu ao nível dos deuses, conviveu com eles durante alguns minutos e voltou para criar os filhos. Não sei porquê, mas não consigo pensar nesta imagem sem me emocionar, sem sentir um aperto na garganta.
Bom, espero que vos tenha conseguido aguçar o apetite para ouvirem o Color Green da Sibylle Baier.
Sons relacionados: Se gostarem deste som, não deixem de ouvir Vashti Bunian, que produziu o dobro do material de Sibylle Baier (2 álbuns - yeah!), e cuja história de vida é muito semelhante à da Sibylle, vejam na wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Vashti_Bunyan#Albums
Dela tenho o seu 2º álbum Lookaftering de 2005, que foi gravado 35 anos depois do primeiro e resultou do mediatismo gerado em torno do seu nome, principalmente devido à admiração pública de Vashti por parte do padrinho da actual freak folk, Devendra Banhard.
Assim, o leitmotiv desta pequena pérola da folk é o prazer de existir, porque nos permite desejar, sonhar e saborear os pequenos momentos.
Oiçam o genial tema Tonight no seguinte site. Tenho a certeza que assim compreendem melhor o que vos quero dizer:
http://www.everythingisfire.com/index.php?itemid=155
Continuando a história. Os 15 temas gravados num convencional gravador de fitas, ficaram esquecidos no fundo de um baú durante os próximos 30 anos. Neste período de tempo Sybille Baier dedicou 99% do tempo à sua família e apenas 1% à sua profissão de actriz. Além de pouquíssimas peças de teatro, entrou como actriz secundária no filme Alice in the Cities (1974) de Wim Wenders e escreveu alguns argumentos para cinema e TV. A dada altura muda-se com a família para New York onde ainda vive actualmente.
Nestes 30 anos nunca mais voltaria a dar atenção à sua música.
Em 2004, seu filho, cuja profissão é, curiosamente, ...produtor de música, decide oferecer à sua mãe uma prenda muito original: Masterizar e passar para CD os poeirentas registos que se encontram espalhadas pelas várias fitas magnéticas. Para tal pediu ajuda ao seu colega de profissão e amigo J. Mascis (sim esse, dos Dinosaur Jr. - bem relacionado, o miúdo!). Este percebendo de imediato o potencial do material, dedicou-se ele próprio à “lapidação” deste pequeno diamante em bruto.
O resultado está à vista, e é para mim uma das obras da folk mais doces e intrigantes que já ouvi. É certo que não se trata de uma pedra basilar da folk minimalista, como, por exemplo, Songs from a Room de Leonard Cohen, ou Pink Moon de Nick Drake, mas não deixa de ser um exercício admirável imaginar como uma simples e vulgar mãe de família ascendeu ao nível dos deuses, conviveu com eles durante alguns minutos e voltou para criar os filhos. Não sei porquê, mas não consigo pensar nesta imagem sem me emocionar, sem sentir um aperto na garganta.
Bom, espero que vos tenha conseguido aguçar o apetite para ouvirem o Color Green da Sibylle Baier.
Sons relacionados: Se gostarem deste som, não deixem de ouvir Vashti Bunian, que produziu o dobro do material de Sibylle Baier (2 álbuns - yeah!), e cuja história de vida é muito semelhante à da Sibylle, vejam na wikipedia:
http://en.wikipedia.org/wiki/Vashti_Bunyan#Albums
Dela tenho o seu 2º álbum Lookaftering de 2005, que foi gravado 35 anos depois do primeiro e resultou do mediatismo gerado em torno do seu nome, principalmente devido à admiração pública de Vashti por parte do padrinho da actual freak folk, Devendra Banhard.
Não chega, quanto a mim, aos calcanhares de Color Green, mas vale pela influencia que o seu percussor (Just another diamond day), excerceu sobre os protagonistas da Folk actual (Devendra Banhard, six organs of admittance, Animal Collective, ...).
Bom, já se faz tarde... é tudo por hoje. Vou fazer óh-óh ao som da Sibylle!!
Bye.
Tatas
Tatas
Ana - Personalidade do ano 2006?

A revista Time elegeu como personalidade do ano 2006, todos aqueles que (entre outras coisas) criaram um blog, em particular os que o fizeram no my-space.
Nesse caso a Ana foi uma das (pouquíssimas!) personalidades do ano 2006, pois foi a autora do blog dos Moose Tank no my-space!
Não deixem de nos visitar em:
Nesse caso a Ana foi uma das (pouquíssimas!) personalidades do ano 2006, pois foi a autora do blog dos Moose Tank no my-space!
Não deixem de nos visitar em:
www.myspace.com/moosetank
Ainda não há novas datas para concertos, mas já há material novo, inclusivamente na língua de Camões!!
Vamos fazendo updates sobre as nossas actividades.
Rock On!
Inté.
Tatas
Ainda não há novas datas para concertos, mas já há material novo, inclusivamente na língua de Camões!!
Vamos fazendo updates sobre as nossas actividades.
Rock On!
Inté.
Tatas
Friday, 5 January 2007
The Plot!
Sem ThePlot este blog não seria um Mitrablog!
Blues for a Girl, e o meu favorito Die Alone, para ver e ouvir forever and ever.
Blues for a Girl, e o meu favorito Die Alone, para ver e ouvir forever and ever.
Parabéns!!
Yo!
Não posso deixar de dar os parabéns ao Kambuta por esta inciativa de criar um blog que nos permite a todos versar sobre os assuntos que realmente nos dão gozo na vida.
Por vezes estamos tão embrenhados com as nossas obrigações, perdemos horas a fio, a ler e escrever sobres assuntos de trabalho, que nos esqueçemos que a vida não é só isso... enfim, finalmente alguém acordou e teve o bom senso de pôr mãos à obra num projecto realmente interessante, no qual estou a ter muito gozo em participar.
K! os meus parabéns! Resto do pessoal! Parabéns também... Parabéns?... Sim, vou explicar. Pode parecer lamechas, mas por vezes devem sentir o mesmo: em conversa com as pessoas que nos rodeiam no dia-a-dia, parece que falamos chinês. Se falamos num filme, banda, estilo, livro, ... seja o que for, que achamos piada, sente-se o vazio do lado de lá... depois claro, para voltar a animar a conversa, disfarça-se, e puxa-se o tema da excelente exibição do SLB e do mundo da corrupção futobolística.
É apenas um desabafo, mas serve para sublinhar a importância de ter um espaço como este onde podemos emitir uma opinião, com a certeza de que alguém do outro lado sabe do que estamos a falar.
Que 2007 nos traga excelentes e acesas discussões sobre concertos, música, livros, BDs, e mais coisas que nos dêem gozo!!
Tatas
Não posso deixar de dar os parabéns ao Kambuta por esta inciativa de criar um blog que nos permite a todos versar sobre os assuntos que realmente nos dão gozo na vida.
Por vezes estamos tão embrenhados com as nossas obrigações, perdemos horas a fio, a ler e escrever sobres assuntos de trabalho, que nos esqueçemos que a vida não é só isso... enfim, finalmente alguém acordou e teve o bom senso de pôr mãos à obra num projecto realmente interessante, no qual estou a ter muito gozo em participar.
K! os meus parabéns! Resto do pessoal! Parabéns também... Parabéns?... Sim, vou explicar. Pode parecer lamechas, mas por vezes devem sentir o mesmo: em conversa com as pessoas que nos rodeiam no dia-a-dia, parece que falamos chinês. Se falamos num filme, banda, estilo, livro, ... seja o que for, que achamos piada, sente-se o vazio do lado de lá... depois claro, para voltar a animar a conversa, disfarça-se, e puxa-se o tema da excelente exibição do SLB e do mundo da corrupção futobolística.
É apenas um desabafo, mas serve para sublinhar a importância de ter um espaço como este onde podemos emitir uma opinião, com a certeza de que alguém do outro lado sabe do que estamos a falar.
Que 2007 nos traga excelentes e acesas discussões sobre concertos, música, livros, BDs, e mais coisas que nos dêem gozo!!
Tatas
Thursday, 4 January 2007
Concertos 2007
Em primeiro lugar, é bom encontrar este meeting point - esta espécie de Mitra Corner e que é quase física. E sabe ainda melhor quando o frequentamos entre pausas de dias mais ou menos atribulados e cinzentos.
.
Concertos: OndeVou&Sugestões (update #1)
.
Sim, são os gajos que vieram substituir os The Plot na Vodafone, mas o concerto deve valer a pena. Rock com sabor a antigo e que sabe bem ouvir ao vivo.
DAVE MATTHEWS BAND - Pavilhão Atlântico - 25 de Maio, 20:00, 42€ (balcão1)
Devia ser das poucas grandes bandas ao vivo que faltava vir a Portugal. De facto não tenho nenhum álbum deles...mas é provável que dêem um dos melhores concertos do ano. Li que o concerto em Portugal será um dos 4 únicos espectáculos agendados para a Europa! Comprei bilhete para o Balcão1 (pois, é à cota...)
Outras sugestões:
- Brad Mehldau, 24Janeiro, CCB - Pianista solo, muito muito cool. Vi o ano passado e ouvi uma das melhores covers de sempre - o Paranoid Android (Radiohead) em Piano Solo numa peça de 15 minutos.
- Beyoncé, 24Maio, Pavilhão Atlântico - Hmmmm...deve ter piada....não?
Yo.
Só para início de conversa, resumo das últimas cenas que ando a curtir:
Cinema:
Babel.
A não perder. Tipo Traffic, mas mais indie.
De ja vu.
Xunga Qb. Diversão pura. recomendo.
Casino Royal.
Gosto deste Bond. Bruto como as portas. Sádico. Sem escrúpulos. Tem pinta. Faz-nos voltar a sonhar como seria se fossemos agentes secretos. Melhor Bond desde o Connery. A adaptação tb está OK.
Livros:
Kafka on the shore - Haruki Murakami.
Psicadelismo literário.
Agora estou a ler o Codex do Rodrigues dos Santos. Falé, não es um único. Também gosto do rapaz. Não é nenhum génio literário, mas entretem à brava.
Música:
Coisas que ouvi e gostei no último mês:
Young Marble Giants, El Perro del Mar, William Shattner (sim o Captain Kirk tb canta...), Joanna Newsom (folk ao som de harpa), Sonic Youth,
Concertos:
Marky Ramones and Friends - ontem no Santiago
Imagino que o CBGBs tenha sido qualquer coisa assim... Punk estridente, àlcool, droga, empurrões, milhares de $$ em tatoos na pela da audiência.
Sala cheia ao rubro, músicas que duram 1 minuto, mas que são hinos, remeniscências de juventude enebriada. Não estava à espera de me divertir tanto. Às vezes regressar ao passado sabe bem...
Próximo concerto: Riders on the Storm... acham que estou a ficar cota??
Sites:
Últimos sites na net visitados que recomendo:
http://www.rollingstone.com/
http://sound--vision.blogspot.com/
http://www.epilepsiaemocional.org/agenda/
E pronto, é o que tenho para dizer por agora.
Tatas
Só para início de conversa, resumo das últimas cenas que ando a curtir:
Cinema:
Babel.
A não perder. Tipo Traffic, mas mais indie.
De ja vu.
Xunga Qb. Diversão pura. recomendo.
Casino Royal.
Gosto deste Bond. Bruto como as portas. Sádico. Sem escrúpulos. Tem pinta. Faz-nos voltar a sonhar como seria se fossemos agentes secretos. Melhor Bond desde o Connery. A adaptação tb está OK.
Livros:
Kafka on the shore - Haruki Murakami.
Psicadelismo literário.
Agora estou a ler o Codex do Rodrigues dos Santos. Falé, não es um único. Também gosto do rapaz. Não é nenhum génio literário, mas entretem à brava.
Música:
Coisas que ouvi e gostei no último mês:
Young Marble Giants, El Perro del Mar, William Shattner (sim o Captain Kirk tb canta...), Joanna Newsom (folk ao som de harpa), Sonic Youth,
Concertos:
Marky Ramones and Friends - ontem no Santiago
Imagino que o CBGBs tenha sido qualquer coisa assim... Punk estridente, àlcool, droga, empurrões, milhares de $$ em tatoos na pela da audiência.
Sala cheia ao rubro, músicas que duram 1 minuto, mas que são hinos, remeniscências de juventude enebriada. Não estava à espera de me divertir tanto. Às vezes regressar ao passado sabe bem...
Próximo concerto: Riders on the Storm... acham que estou a ficar cota??
Sites:
Últimos sites na net visitados que recomendo:
http://www.rollingstone.com/
http://sound--vision.blogspot.com/
http://www.epilepsiaemocional.org/agenda/
E pronto, é o que tenho para dizer por agora.
Tatas
The Dears
Andava eu pela net à procura de artigos sobre os The Plot, quando me deparei com um link que dizia algo como Lost in the plot, a melhor músia de 2005, pelo NME. E foi assim que conheci os Dears, uma banda do Canadá, que tão grandes bandas nos tem dado nos últimos tempos... Aconselho vivamente o albúm No Cities Left para entrar no mundo dos Dears. Eles já têm 2º disco, que ainda não comprei...sim, porque eu compro CD's! Como se define o som desta banda? Peguem no Morrisey, Blur, Serge Gainsbourg e muito bom gosto...divirtam-se...I did!
Ha...e para quem ficar mesmo curioso, o novo disco chama-se Gang of Loosers.
Ha...e para quem ficar mesmo curioso, o novo disco chama-se Gang of Loosers.
Wednesday, 3 January 2007
A miúda com nome de chocolate !

O meu album preferido de 2006 é de uma miúda com nome de chocolate: Regina.
Regina Spektor para ser mais exacto.
O álbum chama-se: begin to hope.
O álbum chama-se: begin to hope.
O nome não podia ser mais correcto. Depois de ouvir músicas como “fidelity”; “better”ou “On the radio”, podemos começar a ter esperanças de que a boa música não acaba nunca.
Como é que se pode chamar a este som? Alternative Folk ?? Não sei. Sei que por vezes é minimalista (tipo Feist), outras vezes é experimentalista, algumas vezes simplesmente melódico, mas sempre muito inspirado.
As letras são quase sempre desconcertantes. Topem alguns exemplos:
On the radio :
On the radio
Como é que se pode chamar a este som? Alternative Folk ?? Não sei. Sei que por vezes é minimalista (tipo Feist), outras vezes é experimentalista, algumas vezes simplesmente melódico, mas sempre muito inspirado.
As letras são quase sempre desconcertantes. Topem alguns exemplos:
On the radio :
On the radio
We heard November Rain
That solo's really long
But it's a pretty song
We listened to it twice' cause the DJ was asleep
That time :
Hey remember that time when I would only read Shakespeare
That time :
Hey remember that time when I would only read Shakespeare
Hey remember that other time when I would only read the backs of cereal boxes
Hey remember that time I tried to save a pigeon with a broken wing
A street cat got him by morning and I had to bury pieces of his body in my building’s playground
I thought I was going to be sick, I thought I was going to be sick
A Regina é feia como os trovões. E depois? Para bonito estou cá eu.
Por estes dias, o chocolate está em grande !!
A Regina é feia como os trovões. E depois? Para bonito estou cá eu.
Por estes dias, o chocolate está em grande !!
O Blog
Começou !!
Estejam à vontade para escreverem o que quiserem. Este blog é vosso. Usem e abusem !
Estejam à vontade para escreverem o que quiserem. Este blog é vosso. Usem e abusem !
Subscribe to:
Posts (Atom)
